Votação do PL 270/03 foi adiada

Outubro 27, 2009

Devido ao grande número de propostas, a legalização dos bingos não entrou na pauta da Ordem do Dia.
Levantaram a  possibilidade de entrar para a Sessão Extraordinária, que ocorreria após as 20hs, mas esta hipótese foi descartada devido a um acordo para que seja realizada ainda hoje a primeira reunião da Comissão do Pré-sal.

Inicialmente, está previsto para quarta-feira, mas ainda sem confirmação. Nesta quarta-feira haverá nova reunião de líderes para confirmar a pauta, mas sabemos que são grandes as chances da proposta que legaliza os bingos constar na pauta.

 Fonte: BNL


PL 270/03 vai estar na pauta de terça-feira do Plenário da Câmara

Outubro 23, 2009

Está previsto para esta terça-feira(27), a partir das 14h, a votação pelo Plenário da Câmara dos Deputados do substitutivo ao PL 270/03, que legaliza os bingos, videobingos e videojogos no Brasil.

É importante a presença de dirigentes, ex-empresários e ex-empregados no Plenário. Os representantes do setor prometem aquela ‘pressão honesta’ durante a votação.

Como haverá transmissão da seção pela TV Câmara, estaremos comentando através do Blog do Editor no BNLData a reunião que vai debater e votar o substitutivo ao PL 270/03.

Texto final do ‘substitutivo’ já está disponível

O site da Câmara dos Deputados disponibilizou o texto final do substitutivo ao PL 270/03(PL 2.254/07), aprovado no dia 16 de setembro, pela Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados.

A Emenda Modificativa aprovada pela CCJ altera os artigos 10; 16 e parágrafo único; 21 (“caput”); 22 (inciso V); 23 e 27 com a seguinte redação:

COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA E DE CIDADANIA
SUBSTITUTIVO AO PROJETO DE LEI Nº 2.254/2007

EMENDA MODIFICATIVA Nº ….
Dê-se ao art. 10; art.16 e parágrafo único, art. 21 “caput” 22, inciso V, do art. 23; e art. 27 a seguinte redação:

CAPÍTULO II
DAS MODALIDADES
Seção I
Dos Bingos

Art. 10 – O Regulamento disporá sobre a quantidade de estabelecimentos autorizados por município, de forma a garantir o equilíbrio econômico-financeiro da delegação estatal, obedecido o seguinte critério populacional:
I – até 500.000 habitantes, um estabelecimento para cada 100.000 habitantes ou fração;
II – a partir de 500.001 habitantes, um estabelecimento para cada 150.000 habitantes ou fração.

Seção II
Do Videobingo e do Videojogo

Art. 16 – A premiação ofertada nesta lei será de no mínimo, 80% (oitenta por cento) dos ingressos totais, incluído neste percentual o Imposto de Renda apurado sobre os saldos positivos verificados entre a aquisição inicial e o saldo final de cada apostador.
Parágrafo único. O percentual estabelecido no caput deste artigo será previsto no programa do equipamento para se verificar a cada intervalo de 1.000.000 (um milhão) de jogadas.

CAPÍTULO III
DA AUTORIZAÇÃO E FISCALIZAÇÃO

Art. 21 – O Ministério da Fazenda é o órgão competente para proceder a licença e a fiscalização dos jogos de que trata esta lei podendo delegar atribuições a Órgãos da Administração Pública direta ou indireta, conforme regulamento.
Art. 22 – Para os fins desta lei licença é o ato administrativo vinculado que faculta a exploração de jogos de azar de que trata esta lei, por empresa legalmente constituída e idônea, desde que preenchidas as condições nela prevista.
Art. 23 – (…)
V – quando em operação a empresa deverá comprovar a contratação direta ou regular de, no mínimo:
a) 50 empregados para os estabelecimentos com 350 lugares;
b) 75 empregados para os estabelecimentos com 351 a 400 lugares;
c) 100 empregados para os estabelecimentos com mais de 400 lugares.

CAPÍTULO IV
DAS RECEITAS ESPECÍFICAS E SUA DESTINAÇÃO

Art. 27 – Pela autorização para a exploração do serviço de bingo permanente, os entes públicos serão remunerados mediante cobrança mensal de royalties de valor equivalente a 17% (dezessete por cento) da receita prevista no art. 6º desta Lei, dos quais 1% (um por cento) constituirá o Fundo de Apoio ao Esporte – FAE, 1% (um por cento) constituirá o Fundo de Apoio à Cultura – FAC, 1% (um por cento) constituirá o Fundo de Apoio à Segurança Publica – FASP, 14% (quatorze por cento) serão aplicados exclusivamente em programas de saúde dos entes públicos adiante citados, distribuídos da seguinte maneira:
Sala da Comissão, em 17 de setembro de 2009.

Deputado Regis de Oliveira

Pedido de apensamento
O deputado José Carlos Vieira (PR-SC) apresentou nesta quarta-feira(14) requerimento para que seja apensado o Projeto de Lei 6160/09 (Dispõe sobre a atividade de jogos recreativos no território nacional, e dá outras providências), ao PL 2.254/07 (Dispõe sobre a Regulamentação de Diversões e Jogos Eletrônicos e está apensado ao PL 270/03) de autoria do deputado Arnaldo Faria de Sá (PTB/SP), por tratarem de matéria correlata.

Fonte: BNL


Decidido: a próxima votação do projeto de legalização dos bingos será na terça

Outubro 22, 2009

Pessoal, a Bilu Villela divulgou que a próxima votação para a proposta que libera os jogos de bingo, videobingos e videojogos no país, será na terça-feira (27/10/09).
Vamos torcer e enviar e-mails aos deputados!

Seguem alguns e-mails:

Michel Temer – dep.micheltemer@camara.gov.br
Henrique Eduardo Alves – dep.henriqueeduardoalves@camara.gov.br
Mendes Ribeiro Filho – dep.mendesribeirofilho@camara.gov.br
Cândido Vaccarezza – dep.candidovaccarezza@camara.gov.br
Anselmo de Jesus e dep.anselmodejesus@camara.gov.br
José Aníbal – dep.joseanibal@camara.gov.br
Duarte Nogueira – dep.duartenogueira@camara.gov.br
Ronaldo Caiado – dep.ronaldocaiado@camara.gov.br
Paulo Bornhausen – dep.paulobornhausen@camara.gov.br
Márcio França – dep.marciofranca@camara.gov.br
Rodrigo Rollemberg – dep.rodrigorollemberg@camara.gov.br
Sandro Mabel – dep.sandromabel@camara.gov.br
Lincoln Portela – dep.lincolnportela@camara.gov.br
Mário Negromonte – dep.marionegromonte@camara.gov.br
Benedito de Lira – dep.beneditodelira@camara.gov.br
Dagoberto – dep.dagoberto@camara.gov.br
Brizola Neto – dep.brizolaneto@camara.gov.br
Jovair Arantes – dep.jovairarantes@camara.gov.br
Luiz Carlos Busato – dep.luizcarlosbusato@camara.gov.br
Hugo Leal – dep.hugoleal@camara.gov.br
Eduardo Amorim – dep.eduardoamorim@camara.gov.br
Edson Duarte – dep.edsonduarte@camara.gov.br
Fernando Gabeira – dep.fernandogabeira@camara.gov.br
Fernando Coruja – dep.fernandocoruja@camara.gov.br
Arnaldo Jardim – dep.arnaldojardim@camara.gov.br
Ivan Valente – dep.ivanvalente@camara.gov.br
Chico Alencar – dep.chicoalencar@camara.gov.br
Miguel Martini – dep.miguelmartini@camara.gov.br
Vinicius Carvalho – dep.viniciuscarvalho@camara.gov.br
Henrique Fontana – dep.henriquefontana@camara.gov.br
André de Paula – dep.andredepaula@camara.gov.br
Daniel Almeida – dep.danielalmeida@camara.gov.br
Cleber Verde – dep.cleberverde@camara.gov.br
Fábio Faria – dep.fabiofaria@camara.gov.br
Carlos Willian – dep.carloswillian@camara.gov.br


Deputado Eduardo Sciarra: Bingos, sou contra

Outubro 20, 2009

Como tem sido amplamente divulgado pelos jornais, a Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou a proposta que libera os jogos de bingo, videobingos e videojogos no País. Agora, a proposta segue para votação em plenário e, por isso, sinto-me na obrigação, como deputado federal, de posicionar-me sobre um assunto tão importante para a sociedade brasileira.

De imediato gostaria de esclarecer que sou contra a legalização dos jogos de azar, categoria na qual se inserem o bingo, o videobingo e os videojogos. Na minha percepção ainda ressoam sobre esse assunto aquilo que foi levantado pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Bingos em 2005, que levaram o presidente Luiz Inácio Lula da Silva a publicar a Medida Provisória (MP) n.º 168 de 2004, que suspendeu a licença e os alvarás de funcionamento das casas de jogos.

Apenas lembrando, os bingos foram liberados pela Lei 8.672/93, conhecida como a “Lei Zico”, que pretendia arrecadar fundos para o incentivo ao esporte. Mas, ao final do período em que funcionaram os bingos, o saldo foi pouco positivo. As confederações esportivas estavam endividadas, as denúncias de corrupção proliferaram e as acusações que vinculavam os bingos às atividades ilícitas, incluindo aí a sonegação fiscal resultaram na CPI e na Medida Provisória.

Se alguma coisa mudou de lá para cá é a situação do esporte nacional, que hoje conta com um aporte significativo de investimento do dinheiro público através de leis de incentivo fiscal que beneficiam diversas empresas. O esporte nacional não se encontra mais na mesma situação de precariedade.

Sem dúvida nenhuma, os advogados dos bingos e afins encontrarão rapidamente tantas áreas carentes deste nosso País que merecem receber as verbas coletadas pela União através dos impostos e royalties recolhidos pelos jogos de azar… Mas, não apenas exageram na soma, como se fôssemos parvos prontos a acreditar na “história da carochinha”, como ignoram a típica sonegação fiscal já comprovada quando funcionavam as ditas casas. E, além disso, esta soma que o governo receberá, na verdade, já existe em outra forma, pois o dinheiro que será gasto pela população nas casas de bingo será apenas desviado de outras atividades econômicas. Vale lembrar, os jogos não geram riqueza, apenas recolhem o dinheiro alheio. Para cada um que ganha, quantos perdem?

Em segundo lugar, me espanta o número de empregos que esse segmento promete criar. Uns falam em 250 mil empregos, outros em 300 mil. Surpreende, pois, a indústria automobilística – que é a que mais postos de trabalho mantém no Brasil – emprega, contando-se as montadoras de veículos (carros, tratores e caminhões) aproximadamente 127 mil pessoas, e a de autopeças mais cerca de 195 mil. Somando as duas indústrias temos pouco mais do que as casas de bingo sustentam que irão empregar.

O terceiro ponto que me preocupa é a evidente e comprovada ligação entre lavagem de dinheiro, crime organizado e jogos de azar. Não vejo nenhuma razão para criar territórios mais amplos e arejados para essas práticas. Pelo contrário. Acredito que precisamos apertar o cerco ao crime organizado, ao narcotráfico e aos sonegadores fiscais. Ao invés disso, caminhamos na direção oposta, disponibilizando território livre para a lavagem de dinheiro.

Isso sem contar a ideia do cadastro dos ludopatas – viciados em jogo – que os impediria de entrar nas casas de bingo. Este não é um tema secundário, pois como provam estudos científicos, o cérebro de um ludopata reage da mesma maneira que o cérebro de um usuário de drogas pesadas como a cocaína. Não é a toa que existem grupos de autoajuda semelhantes aos alcoólicos anônimos para tratar essas pessoas. Nesse ponto, me parece ingenuidade demais acreditar que os gerentes das casas de bingo empreenderiam a devida fiscalização dos jogadores para que os mesmos não fossem vítimas de seus hábitos, protegendo-os de seu lucrativo negócio.

Tantos impostos, tantos empregos, tantos benefícios à população, ao esporte, à cultura, à saúde. Surpreende a força argumentativa com que surge o lobby dos jogos de azar. Certamente existem grandes interessados na legalização dessas atividades, que não poupam esforços nem investimentos para levar à sociedade uma prática que já foi banida da esfera da legalidade, justamente por ter se mostrado perniciosa e nociva ao tecido social em análises anteriores. Ressuscitar as casas de jogos após essa prática ter sido proibida em tempo tão recente me parece um retrocesso perigoso e desnecessário.

Eduardo Sciarra
(DEM-PR) é deputado federal.

Fonte: Paraná Online



Tudo leva a crer que sai regulamentação

Outubro 13, 2009

Após passar pela Comissão de Constituição e Justiça depois da aprovação pela Comissão de Finanças, segue para votação em plenário da Câmara e Senado ainda este ano o projeto que libera a abertura dos bingos no próximo ano.

Segundo informações obtidas, tudo estará certo, regulamentado e funcionando nos meses de março/abril de 2010.
 
Os empresários do setor  acreditam que não haverá problemas nas sessões de votação nas casas legislativas e já estão preparados para a abertura de suas casas. Há procura de imóveis para locação – alguns reservados – além daqueles que conseguiram manter seus estabelecimentos durante estes anos.
 
As novidades dão conta que haverá tickets e cartões magnéticos para uso nas máquinas substituindo o atual sistema.
Pesquisa feita com funcionários dos bingos clandestinos – inúmeros – mostra o otimismo na regulamentação. Eles dizem preferir trabalhar oficialmente com mais tranquilidade e carteira assinada.
Por outro lado há um esforço da sociedade na fiscalização para evitar uso impróprio da atividade.
 

A volta dos bingos

Outubro 9, 2009

Cinco anos após a proibição dos bingos, o Congresso Nacional agiliza a votação de uma proposta para legalizar o jogo no Brasil. A idéia também contempla cassinos, videobingos e videoloteria. A aprovação, segundo envolvidos no processo, conta com o aval do Palácio do Planalto. Com chances reais de aprovação, o projeto que legaliza os jogos de azar no Brasil é alvejado pelos profissionais que lidam com o crime organizado associado ao setor.

Mas dois argumentos sensibilizam o presidente Lula: a criação de até 200 mil postos de trabalho e a possibilidade de arrecadar cerca de R$ 9 bilhões em tributos por ano. O governo tem em mãos uma nota técnica que questiona principalmente os danos à saúde provocados pelo jogo. O principal temor é o avanço da ludopatia (doença desenvolvida pelos viciados em jogo). O projeto prevê a criação de um Cadastro Nacional de Ludopatas, que seriam proibidos de jogar, mas não explica de que maneira isso seria mantido.
Dentro do governo, a proposta também conta com o apoio dos ministros das Relações Institucionais, José Múcio Monteiro, e do Trabalho, Carlos Lupi. A pasta mais beneficiada, porém, seria o Ministério da Saúde, já que o texto prevê que 15% da receita das casas de jogo serão destinadas ao pagamento de royalties à União e aos Estados para aplicação em gastos nessa área.

A porcentagem representaria cerca de R$ 2 bilhões anuais. Entre os parlamentares pró-jogo, o discurso é de que a retomada dos bingos pode compensar as perdas com a extinção em 2007 da Contribuição Provisória sobre a Movimentação Financeira (CPMF). Fica uma pergunta: será que não existe nada mais sério para ser debatido neste país?

Fonte: Tribuna Catarinense


Bingos podem voltar, porém com menos força

Outubro 8, 2009

O projeto de lei que permite a exploração de bingos no Brasil já foi aprovado pela Câmara dos Deputados. O projeto de lei 270/03 do deputado paranaense Antônio Carlos Mendes Thame (PSDB) já foi passou pela Comissão de Finanças e pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara e agora segue para a aprovação no Senado. A exploração comercial de bingos foi proibida no Brasil em 2004, no Paraná a proibição é desde 2003. O principal argumento para a proibição sempre foi à lavagem de dinheiro.

Mas, para o advogado Luiz Fernando Pereira, que trabalhou para o Sindicato dos Bingos do Paraná até a sua extinção em 2003, este argumento nunca valeu. “Lavar dinheiro em bingos não é uma prática muito inteligente, além de tudo é a muito cara. É necessária a compra do prêmio de um ganhador ou a compra de inúmeras cartelas para que o prêmio saia com certeza. Estas duas formas são muito onerosas, portanto o bingo não é uma alternativa para o crime”, disse Pereira. A nova lei colocará a Receita Federal de prontidão para rastrear e fiscalizar o capital das empresas de bingos.

Taxação e novas exigências

Se a lei for aprovada pelos senadores, quem quiser montar se bingo no Brasil enfrentará uma série de taxas tributárias além de outras exigências fiscais e de caráter funcional. Das receitas das apostas, 80% serão destinados aos prêmios. Sobram 20% para a empresa, que vai pagar 17% de tributos. Ao lado do Imposto de Renda, ela vai destinar 14% para a Saúde, 1% para a Segurança Pública, 1% para o Esporte e 1% para a Cultura. A distância mínima de escolas deverá ser de 500 metros.

Apenas jogos de bingo, videobingos e caça-níqueis serão permitidos, cassinos não. Uma mesma empresa poderá ter até três estabelecimentos. Esta medida foi endossada pelos deputados como uma forma de proteger as empresas nacionais contra as estrangeiras. Um dos principais argumentos do relator do projeto, deputado Regis de Oliveira (PSC-SP), é que com a volta dos bingos o número de empregos gerados por esta atividade comercial aconteça. Segundo informações da Câmara dos Deputados, antes que a atividade fosse proibida no Brasil, cerca de 320 mil empregos eram gerados, e espera-se o resgate destes postos de trabalho.

Menos interessados

O advogado Pereira tem uma posição parecida com a dos deputados. “Durante muito tempo às autoridades federais e mais especialmente em nosso Estado, o governador Roberto Requião e o secretário de Segurança, Luiz Fernando Delazari, embalavam o discurso contra os bingos alegando ser uma fonte de criminalidade, mas por vezes esqueceram de outras práticas criminais. O bingo nunca foi ilegal, sempre foi uma prática comercial como qualquer outra. Com a aprovação desta nova lei com sua tributação elevada, acredito que o número de empresários interessados na área diminua, mas ela ainda será uma fonte de renda e geração de empregos”.

Fonte: Jornale Curitiba


Assista na íntegra o MTV Debate sobre a legalização dos bingos

Setembro 30, 2009

No site da MTV estão disponíveis os videos do programa MTV Debate, exibido ontem e apresentado pelo cantor Lobão sobre a legalização dos bingos.

Clique aqui para acessar o site e assistir.


Estudo mostra que vai faltar espaço para bingos em Curitiba

Setembro 28, 2009

Curitiba poderá ter até 13 casas de jogos de azar se entrar em vigor no Brasil a lei que legaliza os bingos, videobingos e videoloterias, mas os empresários do setor reclamam que vai faltar espaço para montar seus negócios. O projeto permite um estabelecimento para cada 150 mil habitantes, mas o problema será onde colocar essas casas. O projeto que legaliza o jogo no país, aprovado quarta-feira pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados, proíbe bingos num raio de 500 metros de distância de escolas e templos religiosos, o que está sendo considerado um entrave pelos interessados em explorar o jogo.

No trajeto entre o Parque Bari­­gui até o Jardim Botânico, por exem­­plo, cortando os bairros Cam­­pina do Siqueira, Bigorrilho, Batel, Centro, Água Verde, Rebou­­ças e Jardim Botânico, nenhuma casa de bingo poderia ser aberta. É que o que revelou um estudo feito pe­­lo deputado estadual Fabio Camargo (PTB), presidente da co­­missão especial da Assem­­bleia Le­­gis­­lativa que vai acompanhar a tramitação do projeto de legalização dos bingos no Con­­gresso Federal.

O deputado, autor da lei municipal que liberou os bingos na capital em 2003, fez o estudo antes mes­­mo da lei entrar em vigor. Ele foi buscar dados oficiais na Secretaria Municipal de Urbanis­­mo para mapear a cidade e identificar as áreas onde poderiam ser instaladas as casas de jogos.

A análise do mapa ainda está sen­­­­­do feita, mas a conclusão do de­­pu­­­tado até agora é que, da forma co­­­­­­­­­­­­mo está o projeto, sobram “pouquíssimos” pontos nobres na cidade.

O estudo foi apresentado por Camargo em Brasília, na semana passada, aos relatores do projeto na Câmara Federal. Ele cobrou mudanças no texto, como a diminuição – de 500 para 100 metros – da distância mínima dos bingos de escolas e templos religiosos e defendeu que a regra só seja aplicada a igrejas de grande porte e escolas de segundo grau. Medidas que poderiam facilitar a abertura dos estabelecimentos.

Amanhã, o deputado volta à Brasília para tentar uma audiência com a direção da Caixa Econômica Federal. “Quero entender de onde vão partir as autorizações para o funcionamento das casas e quais os pré-requisitos para ser dono de bingo. Tenho certeza absoluta de que o projeto vai passar no Congresso e quero esmiuçar a futura lei para o Paraná sair na frente na parte administrativa”, disse.

Gente séria

Para Fabio Camargo, com a fiscalização prevista no projeto – cada estabelecimento terá 2 fiscais da Receita Federal – e com as exigências para ser dono de casa de bingo, não vai ter espaço para “mal-intencionados” no ramo.

O empresário terá de comprovar idoneidade moral, não pode estar em débito com o FGTS, INSS, Receita Estadual, Federal e Municipal nem ter sido condenado em ação cívil. “Só vai ter gente séria no mercado”, prevê.

Outra vantagem da legalização, apontada pelo parlamentar, seria o aumento da arrecadação de impostos e da geração de empregos. “Dizem que o jogo vicia, mas o viciado está jogando nas casas clandestinas que funcionam por aí. A diferença é que com a legalização parte do dinheiro vai voltar para ele em forma de saúde e educação”, declarou. Sobre as acusações de suposta lavagem de dinheiro feita pelo setor, Camargo discorda: “Se um posto de gasolina lava dinheiro, não é por isso que se deve fechar todos.”

O deputado acha um “retrocesso” o Brasil não seguir o exemplo do restante do mundo. “O jogo distribui renda e traz muito benefício à sociedade. Em todos os locais onde havia dificuldade financeira trouxe prosperidade”, afirmou.

O projeto ainda não tem data para ser votado pelo plenário da Câmara dos Deputados. Além do lobby de empresários do setor, a Força Sindical está mobilizada pela aprovação da proposta. A central de trabalhadores calcula que os bingos podem criar 250 mil novos empregos no país. Em Curitiba, a previsão é de 1.300 empregos diretos.

Fonte: Gazeta do Povo